Dodecaedro

A nossa ideia de singularidade nasceu antes da desafiArt, que nela se verteu. Nasceu com o propósito de transmitir intenções, sentimentos, no fundo, aquele sonho, desafiando-se o desenhador a dar forma a uma peça que se queria memorável e perfeita. (Tarefa difícil - essa de - tentarmos fazer ver através dos nossos olhos.) Após irreplicáveis esquissos, retrocessos, aperfeiçoamentos, enfim, na tentativa de criar algo, surge-nos o dodecaedro. No imediato, não o identificamos como uma figura geométrica, muito menos com todo o significado que lhe é atribuído. Não era do nosso conhecimento a sua importância, tanto para a arte, a arquitetura, o design, a filosofia, o misticismo, a história ou a matemática. Nunca tínhamos sido apresentados mas sentíamo-nos como o Platão do século XXI.
Descobrir o dodecaedro foi um deslumbramento imediato, uma sensação de que tínhamos criado algo diferente de tudo, tão completo, tão perfeito, tão harmonioso que o tínhamos de materializar. Tamanha responsabilidade focou-nos no detalhe – porque a diferença só se percebe nos detalhes-, na perfeição, na singularidade da arte mesmo acreditando que a arte não pode ser encontrada se, incessantemente, a procurarmos. Ela nasce espontaneamente.
O desafio estava lançado.

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